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Crise na Ponte Preta: transfer ban ameaça elenco e técnico pede para jogadores não deixarem o clube

Introdução

A Ponte Preta enfrenta uma crise profunda, agravada por três derrotas consecutivas no Campeonato Paulista e pela proibição de registrar novos jogadores. O chamado transfer ban, imposto à Macaca, criou um cenário de instabilidade que ameaça a manutenção do elenco montado para a temporada. Após a derrota para o Capivariano, o técnico Marcelo Fernandes expôs publicamente o desgaste e revelou intervenções diretas para conter uma debandada.

O treinador confirmou que precisou fazer um apelo aos atletas para que permaneçam no clube diante das incertezas. A situação financeira e a impossibilidade de utilizar reforços já contratados refletem-se diretamente nos resultados: a equipe está na lanterna do estadual, sem marcar gols e com o futuro do projeto em xeque.

Desenvolvimento

Marcelo Fernandes estabeleceu um prazo interno para a resolução do transfer ban, alertando que a situação ficará insustentável caso não seja revertida. O treinador admitiu que pediu aos jogadores para ficarem até terça-feira, num esforço para evitar novas saídas imediatas. A falta de definição sobre a inscrição dos atletas gera insegurança quanto ao pagamento de salários e ao planejamento esportivo.

O elenco sofre com a ausência de nove reforços contratados para 2026, incluindo nomes como o zagueiro David Braz e o meia Cristiano, que não podem ser inscritos. Além disso, outros atletas que chegaram a se apresentar, como o zagueiro Wallace e o lateral Gabriel Inocêncio, optaram por deixar o clube devido às indefinições. Remanescentes da campanha do ano anterior, como os volantes Léo Oliveira e Luiz Felipe, também saíram ainda na pré-temporada.

A Ponte Preta tem recorrido intensamente às categorias de base para completar o grupo, sobrecarregando os veteranos disponíveis. Marcelo Fernandes destacou o esforço dos jogadores mais experientes, mas reconheceu o desgaste físico e emocional causado pela situação. O meia Serginho, peça importante no título da Série C de 2025, foi emprestado ao North-MG um dia após atuar na estreia, simbolizando o ambiente de incerteza.

O técnico assumiu que o problema agora está fora das mãos da comissão técnica, dependendo de ações da diretoria. Ele afirmou que a equipe está tentando de tudo, mas que apenas a regularização da situação de inscrições pode reverter o quadro. A pressão sobre os dirigentes aumenta na mesma medida em que o risco de novas saídas de atletas se torna mais iminente.

Conclusão

A crise institucional coloca em risco todo o planejamento da temporada 2026, apenas 40 dias após a conquista do acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. Marcelo Fernandes fez um relato emocionado, lembrando que a comissão e os jogadores estiveram juntos na alegria do título e agora enfrentam a tristeza da instabilidade. Ele deixou claro que, se a direção entender necessária uma mudança no comando, compreenderá a decisão.

O treinador afirmou que sua consciência está tranquila pelo trabalho realizado, mas cobrou ações concretas para resolver o impasse do transfer ban. O futuro imediato da Ponte Preta no Campeonato Paulista e a própria manutenção do elenco dependem de uma solução rápida para a questão. O clube vive uma encruzilhada que exige decisões urgentes de sua cúpula diretiva.

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