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Haddad e Camilo avaliam cenário eleitoral em conversas com Lula

Introdução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou nesta segunda-feira (19) que iniciou conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu futuro político e uma eventual candidatura nas eleições deste ano. Em entrevista ao UOL, Haddad manteve a posição de que não pretendia se candidatar originalmente, mas não descartou a possibilidade de participar da disputa. Paralelamente, o ministro da Educação, Camilo Santana, deixou em aberto sua saída da pasta até abril para se dedicar a campanhas eleitorais.

Desenvolvimento

Fernando Haddad afirmou que tem uma relação pessoal com Lula e que começou a aprofundar o tema com o presidente na semana passada. O ministro descreveu o diálogo como uma conversa entre amigos e companheiros que ainda não chegou a uma conclusão. O PT tem defendido que Haddad concorra ao governo do estado de São Paulo, embora outra possibilidade em análise seja uma candidatura ao Senado Federal.

Haddad foi enfático ao lembrar que em todas as ocasiões anteriores havia declarado não pretender se candidatar em 2026 para qualquer cargo. No entanto, o cenário para as eleições deste ano permanece em avaliação, com o ministro ouvindo as ponderações do presidente Lula. A decisão final sobre sua eventual participação no pleito de outubro ainda não foi tomada, conforme destacou em suas declarações.

Em outro front, o ministro Camilo Santana, que foi eleito senador em 2022, estabeleceu como prazo final para deixar o Ministério da Educação o mês de abril. Essa data é estratégica por marcar o limite para que possa disputar as eleições deste ano. Camilo, entretanto, direcionou seu discurso para o trabalho nas campanhas, e não para uma candidatura própria.

O ministro da Educação declarou que, se sair do governo, será exclusivamente para trabalhar na reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas, e do presidente Lula. Ele justificou a necessidade de continuar os avanços conquistados tanto no estado quanto no país, reconhecendo que ainda existem muitos desafios pela frente. Camilo frisou que sua prioridade é garantir a continuidade dos projetos em andamento.

Camilo Santana informou que pretende fazer um balanço completo da situação até o mês de março, quando avaliará o cenário político-eleitoral com mais clareza. Essa análise determinará os passos seguintes e o momento adequado para uma eventual transição. Sua fala reforça a ideia de que qualquer movimento estará subordinado às necessidades das campanhas que pretende reforçar.

Conclusão

As declarações dos dois ministros ilustram os movimentos iniciais de articulação do governo Lula para as eleições de outubro. Enquanto Haddad mantém um diálogo aberto sobre uma possível candidatura, Camilo Santana posiciona sua saída do MEC como um recurso para fortalecer aliados. Ambos os casos demonstram a subordinação das decisões pessoais aos desígnios da estratégia eleitoral petista.

O prazo de abril surge como um marco decisivo para as definições, especialmente para Camilo Santana, que precisa deixar o cargo para estar regular perante a legislação eleitoral. As conversas com o presidente Lula, por sua vez, funcionam como o canal central para o alinhamento político dessas movimentações. O cenário deve ganhar mais definições nos próximos dois meses, conforme os prazos se aproximam.

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