Credores do Banco Master começaram a solicitar ressarcimento ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), neste sábado (17), após a decretação da liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central do Brasil. A medida envolve investidores que mantinham aplicações no banco e agora tentam recuperar os valores dentro do limite de cobertura do fundo.
O FGC garante depósitos e investimentos elegíveis de pessoas físicas e jurídicas em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. Estão incluídos na cobertura produtos como CDBs, RDBs, letras de câmbio e depósitos à vista, conforme as regras do mecanismo de proteção.
Pedido de ressarcimento
A solicitação do ressarcimento deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais do FGC, de forma digital. Após a conferência e validação das informações cadastrais, os valores são depositados diretamente na conta indicada pelo credor, sem cobrança de taxas.
O fundo alertou os investidores para tentativas de golpe, reforçando que não envia links por aplicativos de mensagens, não solicita dados pessoais por telefone e não utiliza intermediários no processo de pagamento.
Valores não garantidos
Aplicações que ultrapassam o limite de cobertura do FGC não são ressarcidas automaticamente. O valor excedente passa a integrar o processo de liquidação do Banco Master, no qual a recuperação depende da venda de ativos e da quitação das obrigações conforme a ordem legal de credores.
Especialistas do mercado financeiro avaliam que esse tipo de procedimento costuma ser prolongado e pode resultar em recuperação parcial dos recursos investidos acima do teto garantido.
Liquidação extrajudicial
A liquidação do Banco Master foi determinada após o Banco Central identificar problemas na situação financeira e na gestão da instituição, o que levou à interrupção das operações. Um liquidante foi nomeado para conduzir o processo, que seguirá sob supervisão da autoridade monetária até sua conclusão.
O episódio reforça o papel do FGC como instrumento de proteção aos investidores e reacende o debate sobre a importância da avaliação de risco na escolha de instituições financeiras.