Uma investigação do Ministério Público do Pará aponta para um suposto esquema de extorsão envolvendo um delegado da Polícia Civil, um promotor do Ministério Público e um juiz do Tribunal de Justiça. Segundo a investigação, a rede atuava desde 2021 e montava uma espécie de “justiça paralela”, cobrando propina de suspeitos em troca de decisões ou encaminhamentos favoráveis. Em gravações reunidas na apuração, o delegado nega para uma mulher que esteja extorquindo, mas o material aponta que, em conversas privadas, valores e cobranças aparecem de forma explícita.
Imagens de uma câmera de segurança mostram o momento em que um homem é atropelado enquanto se exercita em uma ciclofaixa, no fim da madrugada, em Belém (PA). A vítima sobrevive e o caso vira notícia. O motorista é identificado — e a investigação abre caminho para algo maior: uma apuração que agora expõe suspeitas de corrupção dentro do sistema de justiça do Pará.
A história é o ponto de partida de uma reportagem do Fantástico, que revela um suposto esquema de extorsão envolvendo um delegado da Polícia Civil, um promotor do Ministério Público e um juiz do Tribunal de Justiça. Segundo a investigação do Ministério Público do Pará, a rede atuava desde 2021 e montava uma espécie de “justiça paralela”, cobrando propina de suspeitos em troca de decisões ou encaminhamentos favoráveis. No caso do atropelamento, uma parente do motorista reconhece o responsável pelo inquérito quando vê o delegado na televisão.
Ela manda um áudio ao delegado Arthur Afonso Nobre de Araújo Sobrinho, dizendo que “criou” ele e que trabalhou com a mãe dele. A mulher afirma que policiais estariam pedindo dinheiro para “aliviar” a situação do atropelador. “Acho que foi tu que pediu um valor muito alto para eles pagarem.