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Incêndio em prédio ocupado na Vila Prudente mata bebê de dois meses e homem com deficiência

Introdução

Um incêndio de grandes proporções resultou na morte de duas pessoas na manhã desta segunda-feira (12) na Zona Leste de São Paulo. O fogo consumiu um prédio ocupado por um grupo de sem-teto na Avenida Vila Ema, no bairro da Vila Prudente. Entre as vítimas estão um bebê de apenas dois meses e um homem de 35 anos com deficiência intelectual, ambos encontrados carbonizados pelas equipes de resgate.

Desenvolvimento

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 5h da manhã após o início das chamas em um dos apartamentos do último andar do edifício de três andares. Uma densa cortina de fumaça rapidamente cobriu toda a estrutura, que também apresentava barracos construídos em sua laje. Os bombeiros conseguiram controlar o fogo, mas durante o trabalho de rescaldo localizaram os dois corpos sem vida no interior do imóvel.

A identificação oficial das vítimas e a apuração das causas do incêndio ficarão a cargo da Polícia Técnico-Científica. Entretanto, um morador identificado como Marcelo relatou que uma das vítimas era seu irmão, chamado Rafael. Segundo seu testemunho, quando as chamas começaram, ele gritou para que o irmão abandonasse o local e tentou apagar o fogo próximo ao bebê.

Marcelo não percebeu que Rafael não havia saído do quarto, onde acabou preso e morreu. O próprio Marcelo sofreu queimaduras na perna durante a tentativa frustrada de salvar o bebê e demonstrava profundo abatimento pela tragédia. O prédio atingido pelo incêndio tem histórico significativo na região, tendo abrigado por décadas a tradicional Padaria Amália.

A panificadora foi bastante famosa nas décadas de 70, 80 e 90, mas o imóvel ficou abandonado antes de ser invadido há aproximadamente dez anos. A ocupação irregular transformou o antigo estabelecimento comercial em moradia para famílias em situação de vulnerabilidade social. As condições precárias do local podem ter contribuído para a rápida propagação das chamas.

Conclusão

A tragédia na Vila Prudente expõe a precariedade das condições de vida em ocupações urbanas e a vulnerabilidade de populações sem-teto. A morte de um bebê e de uma pessoa com deficiência intelectual em circunstâncias tão trágicas levanta questões sobre políticas públicas de habitação e proteção social. As investigações devem esclarecer tanto as causas do incêndio quanto as circunstâncias que levaram à ocupação do imóvel.

Enquanto aguardam a identificação oficial dos corpos, familiares e moradores da região lamentam as perdas em uma comunidade já marcada pela invisibilidade social. O caso reforça a necessidade de abordagens integradas para o problema da moradia irregular em grandes centros urbanos como São Paulo.

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