A Rússia realizou na madrugada desta sexta-feira (9) um ataque aéreo de grande escala contra a Ucrânia e confirmou o uso de um míssil hipersônico no bombardeio, em mais um movimento que eleva o nível da ofensiva iniciada em 2022. O disparo ocorreu durante uma operação que também envolveu dezenas de mísseis convencionais e drones lançados contra diferentes regiões do país.
De acordo com autoridades ucranianas, o míssil atingiu a região de Lviv, no oeste do território ucraniano, próxima à fronteira com a União Europeia. A ofensiva alcançou ainda a capital Kyiv, onde foram registrados mortos, feridos e danos à infraestrutura urbana e energética, deixando bairros sem eletricidade e aquecimento em meio ao inverno.
O governo russo afirmou que o ataque teve como alvo estruturas estratégicas e que o uso do míssil hipersônico fez parte de uma resposta a ações militares recentes da Ucrânia. Kiev rejeita a justificativa e acusa Moscou de intensificar ataques contra áreas civis e instalações essenciais.
O projétil utilizado, identificado como Oreshnik, é um míssil balístico de alcance intermediário capaz de atingir velocidades superiores a dez vezes a velocidade do som. Segundo analistas militares, trata-se de uma das armas mais avançadas do arsenal russo, projetada para dificultar a interceptação por sistemas de defesa aérea. Não há indícios de que o míssil tenha sido equipado com carga nuclear.
O ataque provocou reação imediata de aliados da Ucrânia. Países da União Europeia e membros da OTAN condenaram a ofensiva e classificaram o uso de armamento hipersônico como uma escalada grave do conflito, reforçando pedidos por apoio militar adicional a Kiev e novas pressões diplomáticas sobre Moscou.
A utilização desse tipo de míssil ocorre em um momento de impasse nas tentativas de negociação e amplia as preocupações internacionais sobre a extensão da guerra e seus impactos na segurança do continente europeu.