O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na quarta-feira (7), a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa tem como objetivo modernizar o atendimento público de saúde, ampliar o acesso da população a serviços especializados e reduzir filas, sobretudo em casos de urgência e emergência.
O projeto prevê investimentos em tecnologia, digitalização de processos e uso de ferramentas como inteligência artificial, telemedicina e integração de dados clínicos. Segundo o governo, a proposta é tornar o SUS mais eficiente, com diagnósticos mais rápidos, melhor gestão de leitos e maior capacidade de atendimento em todo o país.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Lula destacou o caráter social da iniciativa e afirmou que a modernização do sistema é essencial para combater desigualdades históricas. “Precisamos garantir que o povo mais humilde não seja invisível. É para ele que o Estado precisa funcionar melhor”, afirmou o presidente.
Um dos principais eixos da rede será a implantação do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), que funcionará como o primeiro hospital público inteligente do Brasil. A unidade será instalada no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, e deve servir de modelo para futuras expansões da rede.
Além do novo hospital, o programa inclui a criação de UTIs inteligentes, a modernização de unidades já existentes e a integração de serviços em parceria com estados, municípios e universidades. A expectativa do Ministério da Saúde é que a iniciativa contribua para reduzir o tempo de espera por consultas e procedimentos especializados no SUS.
O governo avalia que a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes representa um passo estratégico para alinhar o sistema público de saúde às novas tecnologias, fortalecendo o SUS e ampliando a capacidade de atendimento à população em todo o território nacional.