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Os riscos para a Otan com investida de Trump contra a Groenlândia

Ato contínuo à intervenção militar dos EUA na Venezuela, com a retirada à força de Nicolás Maduro do país, Donald Trump mudou o foco para a Groenlândia, renovando a intenção de obter o controle do território semiautônomo da Dinamarca. A campanha expansionista e intimidatória do presidente americano e seus correligionários estremeceu os parceiros europeus da Otan, a aliança militar que garante há 76 anos a estabilidade do Atlântico Norte. “Se os Estados Unidos atacarem outro país da Otan, tudo para, inclusive a Otan”, vaticinou, com razão, a premiê da Dinamarca, Mette Frederiksen, diante das ameaças de Trump de anexar a Groenlândia.

O reino controla a política externa e a segurança do território. Os riscos à sobrevivência da aliança atlântica integrada por 32 países, entre eles a Dinamarca, são concretos. Não há nada que defina o que aconteceria se um dos Estados-membros atacasse o outro, já que o fundamento da organização é a proteção mútua dos parceiros.

A ruptura interna da Otan, a partir de um desafio à soberania de um de seus membros, funcionaria ainda como uma oferenda do Ocidente à Rússia e à China. Desde o primeiro mandato, Trump tem feito incursões desestabilizadoras à aliança transatlântica, ao sugerir que não protegeria membros inadimplentes. Como maior contribuidor da Otan, impôs que os demais países aumentassem, em dez anos, os gastos com defesa para 3,5% do PIB.

Apenas a Espanha não subscreveu o compromisso. Ao que parece, as declarações bajuladoras do secretário-geral da organização, Mark Rutte, que chegou a referir-se a Trump como “papai”, não amenizaram a má-vontade de Trump com a Otan e o desprezo pelos europeus. A confirmação da Casa Branca de que a opção militar está sob a mesa do presidente para conquistar a Groenlândia indica a importância da conquista do território para o atual governo — seja pela força, como admitiu o assessor Stephen Miller, ou pela compra, como revelou o secretário de Estado, Marco Rubio, a congressistas.

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