PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Europa articula estratégia diante de cenário de pressão dos EUA sobre a Groenlândia

Governos europeus intensificaram articulações diplomáticas e discussões estratégicas diante da possibilidade de uma ação dos Estados Unidos sobre a Groenlândia, território autônomo ligado ao Reino da Dinamarca e considerado peça-chave na geopolítica do Ártico. O tema entrou na agenda de chanceleres e líderes do continente após novas declarações de autoridades norte-americanas que reacenderam o debate sobre o futuro da ilha.

A França confirmou que trabalha em conjunto com aliados europeus na elaboração de cenários de resposta caso Washington avance com iniciativas consideradas hostis ou unilaterais em relação ao território. O assunto vem sendo tratado em reuniões com países como Alemanha e Polônia, dentro de um esforço para alinhar uma posição comum da União Europeia.

A preocupação central dos europeus é o impacto de uma eventual ação dos EUA sobre a soberania dinamarquesa e sobre a própria coesão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Autoridades avaliam que qualquer movimento militar envolvendo um território associado a um membro da aliança teria consequências graves e sem precedentes para a relação transatlântica.

A Groenlândia ocupa posição estratégica no Ártico, região cada vez mais disputada por grandes potências em razão de rotas marítimas, recursos naturais e interesses de segurança. Os Estados Unidos já mantêm presença militar na ilha por meio de acordos com a Dinamarca, o que torna o debate ainda mais sensível no âmbito diplomático.

Apesar do clima de alerta, diplomatas europeus avaliam que o cenário mais provável continua sendo o da pressão política e estratégica, e não de uma ação militar direta. Ainda assim, a mobilização indica a intenção da Europa de se antecipar a possíveis tensões, reforçar a coordenação entre aliados e defender o princípio da soberania territorial.

As discussões devem avançar nos próximos dias, tanto em fóruns da União Europeia quanto no âmbito da Otan, em meio ao esforço para evitar uma escalada diplomática e preservar a estabilidade em uma das regiões mais estratégicas do planeta.

Leia mais

PUBLICIDADE