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Premiê da Dinamarca diz que ataque dos EUA à Groenlândia significaria o fim da Otan

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou na segunda-feira (5) que um eventual ataque militar dos Estados Unidos à Groenlândia, território autônomo dinamarquês, representaria o colapso da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo a premiê, uma ofensiva desse tipo violaria os princípios fundadores da aliança e colocaria em risco toda a arquitetura de segurança construída no pós-Segunda Guerra Mundial.

Em entrevista à emissora pública TV2, Frederiksen declarou que a Otan não poderia sobreviver caso um de seus membros atacasse militarmente outro aliado. “Se os Estados Unidos atacarem um país da Otan, então tudo para. Isso significaria o fim da Otan e da ordem de segurança que conhecemos há décadas”, afirmou.

A declaração acontece após novos comentários do presidente norte-americano Donald Trump, que voltou a defender a necessidade de os Estados Unidos assumirem o controle da Groenlândia, alegando razões estratégicas e de segurança nacional. A ilha, situada no Ártico, é considerada uma área de interesse geopolítico crescente, especialmente diante da ampliação da presença militar de potências como Rússia e China na região.

Frederiksen reforçou que a Groenlândia não está à venda e não pode ser tomada por força, destacando que qualquer alteração no status político do território depende exclusivamente da decisão de sua população. A premiê também enfatizou que o respeito à soberania e ao direito internacional é um dos pilares centrais da Otan.

A posição da Dinamarca recebeu apoio de autoridades europeias, que reafirmaram a importância da integridade territorial dos Estados e do cumprimento das normas internacionais. Representantes da União Europeia alertaram que qualquer ação militar contra um território aliado teria consequências diplomáticas graves.

Na Groenlândia, autoridades locais reiteraram que não há interesse em integrar os Estados Unidos e classificaram as declarações do presidente americano como inaceitáveis. O governo dinamarquês informou que seguirá atuando por vias diplomáticas para evitar uma escalada de tensões e preservar a estabilidade dentro da Otan.

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