A partir deste mês começa a valer as novas regras do Imposto de Renda, que ampliam a faixa de isenção, reduzem a carga tributária para trabalhadores de renda média e alteram a tributação sobre rendimentos mais elevados. As mudanças atingem diretamente a retenção na folha de pagamento e devem ser percebidas já nos salários de janeiro.
A principal alteração é a isenção total do IR para quem ganha até R$5 mil por mês. Já os contribuintes com renda entre R$5 mil e R$7.350 passam a ter um desconto progressivo, pagando menos imposto do que nas regras anteriores. A medida, segundo estimativas oficiais, beneficia milhões de trabalhadores e aumenta a renda líquida mensal.
As novas faixas passam a ser aplicadas automaticamente pelos empregadores na retenção do imposto. Especialistas, no entanto, ressaltam que a mudança não dispensa a entrega da declaração anual, que continua obrigatória para quem se enquadra nos critérios definidos pela Receita Federal.
Para compensar a perda de arrecadação com a ampliação da isenção, o novo modelo também prevê maior tributação sobre rendas mais altas, incluindo regras específicas para lucros, dividendos e grandes rendimentos. O foco, segundo o governo, é tornar o sistema mais progressivo, com menor peso sobre salários mais baixos e maior contribuição de quem recebe mais.
Com a entrada em vigor das novas regras, a expectativa é de impacto positivo no consumo e no orçamento das famílias. A aplicação completa do novo Imposto de Renda será refletida de forma integral na declaração referente ao ano-base atual, entregue no próximo ano, quando os contribuintes poderão visualizar com mais clareza os efeitos da mudança no ajuste anual.