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Trump fala em perdão a Netanyahu e ameaça Irã

No quinto e último encontro que teve em 2025 com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mostrar apoio ao governo israelense e indicou que pode retomar ataques no Oriente Médio. Em reunião com Netanyahu em sua residência na Flórida, Trump sugeriu que o premiê israelense pode receber perdão presidencial em seu julgamento por corrupção e ameaçou novos ataques contra o Irã. Ao comentar o processo judicial que Netanyahu enfrenta em Israel, Trump afirmou que conversou com o presidente israelense, Isaac Herzog, e disse acreditar que um perdão estaria “a caminho”.

A fala provocou reação imediata: o gabinete de Herzog negou que qualquer decisão tenha sido tomada e afirmou que o tema ainda está em avaliação, sem prazo definido. Benjamin Netanyahu classificou sua reunião com o republicano como “muito produtiva”. “Nunca tivemos um amigo como o presidente Trump na Casa Branca”, declarou.

“Ele pode ser muito difícil”, mas Israel “talvez nem existisse” sem a liderança demonstrada por Netanyahu após os ataques sem precedentes do grupo terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023, elogiou Trump. O presidente afirmou que os Estados Unidos poderiam lançar novos ataques caso Teerã tente reconstruir seu programa nuclear ou ampliar sua capacidade de mísseis de longo alcance. Segundo Trump, se houver confirmação de novas atividades, “as consequências serão muito poderosas, talvez ainda mais fortes do que na última vez”.

A advertência de Trump a Teerã, inimigo declarado de Israel, acontece seis meses após os ataques americanos contra seu programa nuclear. O Irã, por sua vez, insiste que não está enriquecendo urânio e afirma manter abertura para negociações diplomáticas. Um assessor próximo ao líder supremo iraniano reagiu imediatamente, declarando que “qualquer agressão” contra seu país seria “imediatamente seguida de uma resposta muito severa”.

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