A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, segundo dados da Pnad Contínua, divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o menor nível da série histórica, iniciada em 2012, e confirma a trajetória de melhora do mercado de trabalho ao longo de 2025.
O índice representa queda em relação ao trimestre anterior e também na comparação anual. Com isso, o número de pessoas desocupadas recuou para cerca de 5,6 milhões, enquanto a população ocupada atingiu aproximadamente 103 milhões, novo recorde da pesquisa.
O nível de ocupação subiu para 59%, indicando maior participação da população em idade de trabalhar no mercado. Outro indicador que reforça o cenário positivo é a taxa de subutilização da força de trabalho, que caiu para 13,5%, também no menor patamar da série.
A melhora foi acompanhada pelo avanço do emprego formal. O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado alcançou 39,4 milhões, enquanto a taxa de informalidade ficou em 37,7%, abaixo dos níveis observados em períodos anteriores.
A renda média real habitual dos trabalhadores chegou a R$3.574, valor recorde, contribuindo para o aumento da massa de rendimentos no país. Os dados reforçam a consolidação de um mercado de trabalho mais aquecido, ainda que desafios estruturais, como a informalidade e desigualdades regionais, sigam presentes no cenário econômico.