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IGP-M fecha 2025 em queda de 1,05% e influencia reajustes de aluguel em 2026

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) encerrou 2025 com deflação acumulada de 1,05%, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (29). O resultado marca uma inversão em relação a períodos recentes de forte alta e impacta diretamente contratos de aluguel e serviços reajustados pelo indicador.

Em dezembro, o índice teve variação próxima da estabilidade, refletindo principalmente a queda dos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde pela maior parte da composição do IGP-M, foi o principal responsável pelo desempenho negativo no ano, influenciado pela redução nos preços de commodities agrícolas e industriais.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou oscilações moderadas ao longo de 2025, com pressões pontuais em grupos como habitação e educação, compensadas por recuos em alimentação e vestuário. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também contribuiu de forma limitada, com aumentos mais contidos nos custos de materiais e mão de obra.

Com o fechamento do ano em queda, contratos de aluguel que utilizam o IGP-M como referência e vencem em 2026 podem ter reajuste zero ou até redução, caso a variação acumulada seja aplicada integralmente. Especialistas lembram, porém, que a negociação entre locadores e inquilinos costuma considerar outros fatores, como condições de mercado e inflação medida por outros índices.

Para 2026, economistas avaliam que o comportamento do IGP-M seguirá dependente do cenário macroeconômico, especialmente da trajetória dos juros, do câmbio e dos preços internacionais das commodities. Após um ano de deflação, o índice inicia o novo período como termômetro relevante para contratos e expectativas inflacionárias no país.

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