Com a chegada do verão e o aumento da busca por pele bronzeada, especialistas em saúde reforçam o alerta sobre os riscos das câmaras de bronzeamento artificial. Estudos científicos mostram que a exposição à radiação ultravioleta (UV) emitida por esses equipamentos pode causar danos diretos ao DNA das células da pele, elevando o risco de câncer, especialmente o melanoma, considerado o tipo mais agressivo da doença.
Durante os meses mais quentes do ano, cresce a procura por métodos rápidos de bronzeamento, impulsionada por viagens, festas e atividades ao ar livre. No entanto, dermatologistas destacam que as câmaras de bronzeamento utilizam radiação UVA e, em alguns casos, UVB, as mesmas responsáveis pelos efeitos nocivos da exposição excessiva ao sol. Essa radiação penetra profundamente na pele e pode provocar mutações genéticas cumulativas, muitas vezes silenciosas.
Pesquisas internacionais indicam que pessoas que recorrem ao bronzeamento artificial, sobretudo antes dos 35 anos, apresentam maior probabilidade de desenvolver melanoma ao longo da vida. Além disso, o uso frequente está associado a outros tipos de câncer de pele, como os carcinomas basocelular e espinocelular, além de acelerar o envelhecimento precoce, causar manchas e reduzir a elasticidade da pele.
Especialistas reforçam que não existe bronzeamento artificial seguro. Mesmo exposições consideradas curtas são suficientes para gerar danos celulares irreversíveis. Diante disso, entidades médicas recomendam evitar esse tipo de prática e optar por alternativas sem radiação, como autobronzeadores cosméticos.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe desde 2009 o uso de câmaras de bronzeamento para fins estéticos, devido aos riscos comprovados à saúde. Com o verão, autoridades destacam a importância da fiscalização e da conscientização da população para coibir práticas ilegais.
A principal recomendação segue sendo a prevenção: uso diário de protetor solar, cuidados com a exposição ao sol e acompanhamento dermatológico regular, especialmente em um período em que a incidência de radiação solar é mais intensa.