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Orquestra Maré do Amanhã, sonho feliz tornado real a partir de pesadelo, tem história inspiradora contada em livro

♬ Foi da vivência de um pesadelo – trágico e infelizmente real – que se materializou o sonho narrado nas 200 páginas do livro em que a jornalista Hérica Marmo reconstitui a história da Orquestra Maré do Amanhã, criada em 2010 por Carlos Eduardo Prazeres. Passaporte que carimbou a viagem de jovens para o mundo da música, país sem fronteiras para onde há 15 anos vêm sendo transportadas dezenas de crianças e adolescentes residentes no complexo de favelas que margeiam a Avenida Brasil e a Linha Vermelha na cidade partida do Rio de Janeiro (RJ), a Orquestra Maré do Manhã é uma realidade feliz que inspirou Marmo a escrever o livro Concerto para um sonho. O sonho nasceu de pesadelo porque a motivação para a criação da orquestra foi o sequestro e assassinato do maestro Armando Prazeres em janeiro de 1999.

Nascido em Portugal em agosto de 1934, mas criado no Brasil desde a infância, Armando quase foi padre. Mas optou pela música erudita – estudada no seminário – e acabou fazendo carreira e nome como maestro regente de orquestras e corais, tendo fundado inclusive a sinfônica da Petrobras. A dor e o luto de saber que o pai foi assassinado com um tiro por um morador da Maré, após um sequestro relâmpago, motivaram Carlos Eduardo Prazeres a uma ação harmoniosa.

Em vez da dissonância da revolta, o filho mais velho de Armando Prazeres buscou consolo nos acordes e realizou um sonho que deixaria o pai orgulhoso ao criar orquestra da Maré para transformar as vidas da comunidade carioca. “Acredito na revolução pela música, pela cultura e pela cidadania. Eu não posso mudar a Maré, mas os jovens, sim.

A mudança vai sendo feito à medida que eles revelam novas possibilidades para as gerações seguintes”, reflete Carlos Eduardo Prazeres. “A história da Orquestra do Amanhã não é apenas sobre ensaios e concertos. É sobre vidas que foram tocadas por uma nova possibilidade de existir”, completa Hérica Marmo.

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