Introdução
O lançamento de um single duplo pela Turma do Pagode, com participação de Zeca Pagodinho, marca o ponto culminante de um ano dedicado à valorização da obra autoral do compositor carioca. O projeto, que inclui uma música inédita e um medley de sucessos, serve como prévia de um álbum ao vivo gravado em novembro de 2025. Esta iniciativa representa a terceira grande ação focada no repertório de Pagodinho ao longo do segundo semestre, reposicionando seu cancioneiro próprio no centro das atenções.
Desenvolvimento
A sequência de eventos teve início em agosto, quando a cantora Teresa Cristina estreou o show Jessé – As canções de Zeca Pagodinho, centrado nas composições autorais do artista. O espetáculo, que também gerará um álbum ainda inédito, foi a primeira ação a direcionar os holofotes especificamente para essa faceta de sua produção. Em outubro, a União Brasileira de Compositores anunciou que Zeca Pagodinho seria agraciado com o Prêmio UBC 2025 pelo conjunto de sua obra.
A cerimônia de entrega da honraria ocorreu em 10 de dezembro, na Casa UBC, no Rio de Janeiro, consolidando o reconhecimento institucional. O movimento ganhou força com a gravação audiovisual do show da Turma do Pagode, realizado em 17 de novembro no Bar do Zeca Pagodinho, com cenografia de Zé Carratu. O álbum resultante, intitulado Turma do Pagode canta Zeca Pagodinho, promete percorrer um repertório que abrange décadas de sua carreira.
O single duplo já disponível apresenta a faixa inédita Pedindo a conta, de Leandro Filé e Rosyl, e um medley que une Mania da gente (1990) e Não sou mais disso (1996), com Zeca Pagodinho participando de ambas as gravações. A lista de músicas do álbum completo inclui clássicos como Coração em desalinho (1986), Faixa amarela (1997), Posso até me apaixonar (1997) e Deixa a vida me levar (2002), abrangendo desde seus primeiros sucessos até canções mais recentes.
Conclusão
Este movimento sequencial é considerado oportuno por especialistas, pois redireciona o foco para a produção autoral de Zeca Pagodinho, frequentemente ofuscada por suas famosas interpretações de obras de outros compositores. O artista, projetado nos anos 1980 como um dos grandes nomes do partido-alto, sempre utilizou sua visibilidade para promover autores menos conhecidos das rodas de samba, o que, por vezes, colocou suas próprias composições em segundo plano. A série de homenagens ao longo do segundo semestre de 2025 buscou reequilibrar essa percepção, celebrando o legado do compositor além do intérprete.