O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na terça-feira (16), da 10ª Reunião do Conselho de Participação Social, encontro que reuniu representantes de movimentos sociais, conselheiros e integrantes do Executivo, e reforçou a importância do diálogo contínuo entre o governo federal e a sociedade civil como pilar da democracia e da formulação de políticas públicas.
Durante sua fala, Lula propôs a ampliação da agenda do conselho a partir de 2026, com encontros mais frequentes. “Em 2026 a gente vai fazer um calendário, de a cada dois meses, ter pelo menos uma manhã ou uma tarde de reunião, para que a gente possa discutir não apenas as pautas específicas, mas também a conjuntura nacional”, afirmou o presidente.
Lula destacou que a participação social é um instrumento essencial para qualificar as decisões do governo e fortalecer a democracia. Segundo ele, a escuta organizada da sociedade contribui para políticas públicas mais eficazes e alinhadas às necessidades reais da população.
Outro ponto abordado pelo presidente foi o enfrentamento à violência contra a mulher, que, segundo ele, deve passar por um processo educacional contínuo. “É um processo educacional que tem que ser levado para a escola. Nós temos que nos reciclar enquanto espécie humana”, declarou, ao defender mudanças culturais de longo prazo.
O secretário nacional de Participação Social, Guilherme Boulos, ressaltou o papel estratégico do conselho como elo entre o governo federal e os movimentos sociais. Para ele, o espaço institucionaliza demandas que surgem nos territórios e fortalece a construção coletiva das políticas públicas. “O Conselho de Participação Social representa a conexão direta entre os movimentos sociais, que estão conversando com o povo no dia a dia, e o governo federal”, afirmou.
Ao longo da reunião, os conselheiros também avaliaram encaminhamentos de encontros anteriores e discutiram propostas para ampliar os instrumentos de participação, incluindo a articulação entre conselhos, a atuação nos territórios e o uso de ferramentas digitais de escuta social.
Ao final, ficou definido que as deliberações apresentadas serão sistematizadas e acompanhadas nos próximos meses, com o objetivo de consolidar o Conselho de Participação Social como instância permanente de diálogo entre o governo federal e a sociedade civil.