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‘Avatar 3’ é montanha-russa estonteante na qual história é mero adendo

Não dá mais para apostar contra James Cameron, cineasta criador de uma das franquias cinematográficas mais rentáveis de todos os tempos. “Avatar: Fogo e cinzas”, terceiro filme da série protagonizada por alienígenas azuis, tem tudo o que resultou no sucesso de seus antecessores elevado à enésima potência – para o bem e para o mal. O novo capítulo do projeto-fetiche do diretor estreia nesta quinta-feira (18) nos cinemas brasileiros como uma evolução gráfica impressionante e gritante, mesmo apenas três anos após “O caminho da água” (2022).

A essa altura, não dá para negar que ninguém vai ver um “Avatar” pela trama. Assim como uma boa montanha-russa, o público quer mesmo é se deliciar pelos altos e baixos de uma aventura estonteante e cheia de inovações tecnológicas – mesmo que já saiba de cor o começo e o fim da jornada. Responsável por três das cinco maiores bilheterias da história, Cameron sabe muito bem disso e reage de acordo.

Até por isso, trata o roteiro como mero adendo à obra de orçamento milionário. Em entrevista ao g1 (publicada em breve), o cineasta falou sobre como filmes 2 e 3 inicialmente eram um só – algo tão evidente que deveria ter continuado dessa forma. A grande batalha final parecida com uma fusão meio incongruente das duas conclusões anteriores certamente se destaca, mas é muito menos grave do que a sucessão de situações iniciadas ou resolvidas por mera conveniência ou exércitos inteiros que desaparecem sem explicação.

Dito isso, a lua paradisíaca de Pandora e os felinos humanóides azuis Na’Vi nunca foram tão bonitos. Para a grande maioria – a mesma que deu quase US$ 3 bilhões em bilheterias para o primeiro filme e US$ 2,3 bilhões para o segundo –, provavelmente basta. “Fogo e cinzas” é maior, mais visualmente deslumbrante e mais desenfreado que os anteriores.

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