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Bolsonaro decide não recorrer no STF e condenação se aproxima do trânsito em julgado

O ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu não apresentar novos recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição dos embargos de declaração em seu processo relacionado à chamada “trama golpista”. A decisão marca um ponto de virada no caso, que agora caminha para o trânsito em julgado, tornando a condenação definitiva, em paralelo à prisão preventiva já decretada contra ele.

Contexto e situação atual

A Primeira Turma do STF rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração da defesa, mantendo a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe e organização criminosa.

A pena imposta é de 27 anos e 3 meses de prisão.

A prisão preventiva do ex-presidente segue vigente, tendo sido determinada para garantir a ordem pública e a continuidade das investigações relacionadas ao caso.

O prazo final para apresentar novos recursos se encerrava em 24 de novembro de 2025, até às 23h59. Com a decisão de não recorrer, a defesa renuncia a qualquer possibilidade de atrasar ou modificar o resultado da condenação.

Consequências da decisão

1. Trânsito em julgado

Sem novos recursos, a condenação se tornará definitiva, consolidando a validade da pena de 27 anos.

2. Execução da pena e regime

Com a prisão preventiva em curso, a Justiça poderá definir local e regime de cumprimento da pena, considerando já os argumentos da defesa relacionados à saúde de Bolsonaro, que pleiteiam regime domiciliar ou mais brando.

3. Fim da trajetória recursal

A decisão de não recorrer indica que a defesa opta por concentrar esforços em medidas práticas e estratégias extrajudiciais, em vez de tentar prolongar a disputa jurídica no STF.

Análise

A desistência de novos recursos simboliza uma mudança tática da defesa. Com o prazo encerrado em 24 de novembro e a prisão preventiva já em vigor, o processo caminha para sua fase final. A estratégia da defesa deve agora focar em negociações sobre o cumprimento da pena e alternativas à prisão comum, enquanto o STF pode determinar os próximos passos para a execução da condenação.

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