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Elon Musk faz previsão audaciosa: trabalho será “opcional” em 10 a 20 anos

Durante o Fórum de Investimento EUA‑Arábia Saudita, realizado no Kennedy Center, na quarta-feira (19), Elon Musk apresentou uma visão futurista que tem gerado tanto fascínio quanto preocupação: segundo ele, em uma ou duas décadas, grande parte das pessoas poderá escolher não trabalhar,  graças ao avanço da inteligência artificial (IA) e da robótica. 

Uma nova visão para o trabalho

Musk declarou no painel que “talvez sejam 10, 20 anos ou algo assim”, mas sua previsão é clara: “o trabalho será opcional.”  Ele comparou esse futuro a atividades que hoje já associamos ao lazer: “vai ser como jogar esportes ou videogame … se você quiser trabalhar, você pode, do mesmo jeito que pode cultivar verduras no quintal ou comprar na loja.” 

Ele admitiu, no entanto, que não será simples atingir esse estágio: “entre agora e esse ponto vai dar muito trabalho para chegar até lá.” 

A moeda perde relevância

Além de prever a obsolescência do emprego como obrigação, Musk afirmou que a moeda tradicional pode deixar de ter valor em seu futuro idealizado. Segundo ele, se a IA e a robótica continuarem avançando, “a moeda vai deixar de ser relevante”.  Ele reconhece, porém, que ainda haverão limitações físicas, como energia elétrica e massa, mas acredita que a maioria das restrições econômicas básicas poderá ser superada por meio da automação. 

Para ilustrar essa ideia, Musk citou os livros de ficção científica da série Culture, de Iain M. Banks, que descrevem sociedades pós-escassez onde o dinheiro já não existe. 

Robôs como solução para a pobreza

Musk também argumenta que robôs humanoides, como o Optimus da Tesla, serão centrais nesse futuro. Ele prevê que essas máquinas serão tão produtivas e acessíveis que poderão eliminar a pobreza global. “Existe basicamente uma maneira de tornar todo mundo rico: IA e robótica”, afirmou.  Segundo ele, esses robôs atuarão em escala massiva, produzindo bens e serviços a um custo tão baixo que a escassez econômica poderia se tornar coisa do passado. 

Renda universal elevada e o sentido da vida

Para sustentar esse novo modelo sem emprego obrigatório, Musk propõe a implementação de uma “renda universal elevada”, que vai além da tradicional renda básica universal (UBI).  Contudo, ele reconhece que o maior desafio não será apenas econômico: como as pessoas encontrarão propósito se não precisarem mais trabalhar? “Acho que teremos muitas pessoas perguntando: ‘o que eu faço da minha vida?’” disse o bilionário, segundo relatos.

Em outras aparições, como no podcast de Joe Rogan, Musk admitiu que a transição para esse mundo pode envolver “muito trauma e disrupção”. 

Reações e riscos segundo especialistas

A previsão de Musk tem sido recebida com entusiasmo por alguns, mas também desperta críticas preocupadas:

Desigualdade e poder: há risco de que a automação concentre ainda mais poder econômico e tecnológico nas mãos de poucos, se políticas de distribuição de renda não forem bem desenhadas.

Desafios institucionais: para implementar uma renda universal elevada, seriam necessárias reformas profundas no arcabouço fiscal e social de diversos países.

Limitações tecnológicas: embora Musk acredite no avanço acelerado da IA, muitos especialistas lembram que ainda existem barreiras físicas e energéticas que não podem ser ignoradas.

Impacto psicológico: a “opcionalidade” do trabalho pode gerar crise existencial, se não for bem gerida, a nova liberdade pode não significar felicidade para todos.

Por que essa visão importa agora

A Tesla já está investindo fortemente no desenvolvimento do robô Optimus, que Musk considera peça-chave desse futuro. 

A previsão de um trabalho opcional altera completamente os paradigmas econômicos: empresas, governos e investidores precisam considerar não apenas a automação dos processos, mas também a estrutura social que emergirá.

A discussão sobre IA, robótica, renda e emprego já não é apenas tecnológica, virou tema central para debates de políticas públicas, ética e futuro da humanidade.

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