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Quase 50 postos fechados em nova ofensiva contra esquema do PCC no setor de combustíveis

Cerca de 50 postos de combustíveis foram interditados nesta quarta-feira (5) nos estados do Piauí, Maranhão e Tocantins, em uma ação coordenada das forças de segurança estaduais com apoio da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público. A operação investiga um esquema ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) que usava empresas do setor para lavar dinheiro, adulterar combustíveis e sonegar tributos.

Segundo as investigações, o grupo utilizava postos, muitos deles de “bandeira branca”, sem marca conhecida como parte de uma rede de empresas-fachada e fintechs. Também foram detectadas importações irregulares de metanol e nafta, usadas na adulteração de gasolina e diesel. O esquema envolveria ainda fraudes volumétricas em bombas de abastecimento e o uso de maquininhas de cartão para movimentar recursos ilícitos.

As autoridades estimam que, entre 2020 e 2024, mais de R$52 bilhões foram movimentados por meio de cerca de mil postos de combustíveis em dez estados. A operação desta semana busca identificar os responsáveis e bloquear bens vinculados às empresas investigadas.

Em São Paulo, a Polícia Civil também realizou buscas em postos no litoral da Baixada Santista e no interior, apontados como ligados a empresários investigados por envolvimento com o PCC. Em alguns estabelecimentos, técnicos constataram bombas que entregavam menos combustível do que o registrado, além de indícios de adulteração de produtos.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a ação faz parte de uma estratégia para “atacar o braço varejista” do esquema criminoso, que usava o comércio de combustíveis para dar aparência legal ao dinheiro do tráfico e de outras atividades ilícitas.

Especialistas alertam que o consumidor também é prejudicado: além do risco de abastecer com combustível adulterado, o Estado deixa de arrecadar impostos e o mercado enfrenta concorrência desleal de empresas ligadas ao crime.

A operação continua em andamento, e novos desdobramentos devem ocorrer nos próximos dias, com a ampliação das investigações sobre as distribuidoras e transportadoras envolvidas.

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