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Facção que movimentou mais de R$ 630 milhões é alvo de operação em Goiás e outros seis estados

Uma organização criminosa de alcance nacional, suspeita de movimentar mais de R$630 milhões em operações de lavagem de dinheiro, foi alvo nesta terça-feira (4) de uma ação simultânea da Polícia Civil de Goiás em parceria com as polícias civis de seis outros estados. 

Mandados e atuação interestadual

A ação, coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO-GO), cumpriu 61 mandados de busca e apreensão nos seguintes estados: Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Maranhão, Paraíba, Amazonas e Tocantins. 

Mais de 150 policiais civis estiveram envolvidos apenas em Goiás, com atuação na Região Metropolitana de Goiânia e municípios do interior. 

Esquema investigado

Segundo as investigações, a facção utilizava empresas de fachada, contas bancárias em nome de “laranjas” e uma ramificação internacional para ocultar a origem e o destino dos recursos. 

O dinheiro era proveniente de atividades criminosas e posteriormente lavado por meio de redes que se estendiam por diversos estados do país e possivelmente México e Paraguai (segundo apuração da DRACO-GO).

Resultados até agora

Em Goiás foram apreendidos documentos, equipamentos e valores associados à movimentação ilegal. A operação segue em andamento. 

Embora o valor de R$630 milhões refira-se ao montante investigado, as autoridades afirmam que ele pode representar apenas parte da totalidade dos recursos movimentados pelo grupo.

Importância da ação

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que operações desse tipo, que envolvem mais de um estado, são fundamentais para enfrentar organizações criminosas com atuação interestadual. Em nota, a Polícia Civil de Goiás afirmou que este tipo de ação “reforça a integração entre as forças de segurança para atingir as estruturas financeiras do crime organizado”.

Próximos passos

As investigações prosseguem. As autoridades estaduais informaram que aguardam o fechamento de perícias contábeis, cooperação internacional e cumprimento de mandados de prisão ainda não concluídos.

O grupo poderá responder por crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção e tráfico internacional de entorpecentes.

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